Agilidade é a habilidade de criar e responder a mudanças com respeito a resultados
maximizando a quantidade de trabalho que não precisa ser feito.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

42ª Operação Golfinho 2011/2012



Para uma analise interna vertical e crescente da Operação Golfinho posso diser que foi usado o efetivo do CTSP como tropa reserva de fácil manobra e emprego rápido para suprir as necessidades do policiamento sazonal que ocorre todos os anos no litoral do Rio Grande do Sul, não seria surpresa, mas tragicômica a maneira que sempre é feito o planejamento e gerenciamento de um serviço tão importante para o povo gaucho.
Ano a ano as demandas referentes ao policiamento ostensivo e salva-vidas são colocados como serviços momentâneos e com planejamentos não permanentes, sendo usado em cada operação um método de gerenciamento dos recursos humanos e materiais diferente e uma memória funcional flutuante que acaba a cada final de ciclo evaporando como se fosse fumaça, sendo a coleta de resultados estatísticos apenas decorativo para ser usado e manipulado politicamente.
Temos em nossa historia de operações todos os elementos necessários para executar uma tarefa árdua com o máximo de resultado e o mínimo de desgaste humano e material, mas toda a carga estatística permanece inerte nos bancos de dados de nossa instituição onde não são usados para um feedback decente sem visões minimalistas e com máximo de aproveitamento para o replanejamento da operação golfinho seguinte.
Com tantas décadas de experiências no mesmo serviço não podiam ainda existir o emprego de recursos humanos, sem condições de uma instalação decente para ficar durante o intervalo do trabalho, sem condições dignas para poder se alimentar e estar em condições para o trabalho que muitas vezes de tão mal planejado não cumpre nem as normas básicas que são instruídas na Brigada Militar.
Vejo que ainda existem administradores na BM que pensam que estão no “regime de exceção” e que quando estamos deslocados de nossas Unidades e longe da cidade de origem dos serviços normalmente prestados, ganhando diárias ínfimas para custeio da instalação e alimentação, não precisamos mais ser supridos nas necessidades básicas para um trabalho digno.
Não sei o que nossos gestores estão fazendo para mudar esta filosofia de policiamento atrasada, estrutura organizacional arcaica e ineficiente e para suprir a deficiência na aplicação dos recursos humanos e materiais, pois com todos esse anos de operações no litoral qualquer gestor privado poderia listar os erros encontrados e que a décadas são sempre os mesmos.
Policiais alojados em escolas que não são estruturas feitas para pessoas residirem (banheiros sem chuveiros, sem local para lavar roupas), escalas de serviços com jornadas continuas que dificultam o deslocamentos para suas cidades de origem, falta de recursos materiais (viaturas, coletes, rádios comunicadores) e diárias que não suprem os valores encontrados no nosso litoral para alimentação básica.
Muitas vezes ouço oficiais falando que estamos caminhando para uma privatização ou aumento do poder municipal no tangente a segurança pública, penso que sim, todos esses oficiais são os maiores contribuintes para este caminho, pois eles são os gestores da segurança pública oferecida ao povo gaúcho. Não adianta me falar profeticamente o que provavelmente vai acontecer, me diga e com convicção o que realmente você esta fazendo para que estes fatos não se tornem realidade. 

sábado, 19 de novembro de 2011

Gestão dos Recursos Humanos dentro do CTSP



Pensar em GESTÃO DE PESSOAS dentro do contexto de um CURSO TÉCNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA seria para muitos desconhecedores do meio militar, um assunto simples e de fácil visualização, pois para qualquer qualificação de área técnica numa realidade de competitividade que a globalização nos impõe é necessário refinar o conhecimento específico nas atuação que a profissão mais nos exige.
Para função Policial dentro da segurança pública podemos ser bem abrangentes, trabalhamos na prevenção e no controle da violência e da criminalidade com todas as camadas da população e somos disseminadores dos DIREITOS HUMANOS, precursores do atendimento ao público e também a porta de entrada de todas as necessidades sociais de nossa população.
Temos profissionais de nível médio da segurança que possuem boa qualidade cultural com adequado nível intelectual possuidores de cursos universitários e pós graduados em diversos ramos, pessoas que diferem em pensamento e atos da realidade vivida em anos não democráticos onde imperava a repressão, tortura e desaparecimento de quem discordava ou tinha opinião política contraria ao modelo do período.  
Estamos em déficit, falta incluir na formação dos disciplinadores e instrutores mais fatores para compreender o comportamento humano, conhecimento do sistema, abordagens e técnicas capazes de ajudar na construção de uma força de trabalho MOTIVADA, QUALIFICADA, PRODUTIVA, SAUDÁVEL e que saiba acima de tudo preservar o estado democrático de direito tão difundido por este Governo.
Temos que nos desvencilhar da herança submissa da ação policial à Razão do Estado e realizar levantamentos e pesquisas de campo direcionados a uma qualificação adequada ao que o mundo de hoje precisa, ao que o povo gaúcho merece.
Não vejo onde a gestão dos recursos humanos na área da segurança pública estão sendo executados, certamente não é nos cursos de qualificação da Brigada Militar, passar horas sendo comandados como bonequinhos de brinquedo, cantando hinos repetidamente para acompanhamento de desfiles de uma tropa estafada por mais de dezoito horas de atividade continua, cobrança de materiais básicos de equipamentos e fardamentos que são obrigações do ESTADO fornecer, mas que são comprados pelos militares, saindo muitas vezes de orçamentos mais do que apertados.
Instrutores disciplinares que vêem na força, no grito, na submissão e na humilhação algum tipo de conteúdo instrutivo ou até qualitativo para o conhecimento e aplicação no dia a dia do subordinado, que esta ali para apreender e repassar o conhecimento adquirido. “Que tipo de multiplicadores seremos”, tapas na mão que não esta bem postada, puxões na roupa dizendo esta um “lixo”. Na visão dos direitos humanos podemos classificar uma escola de violadores e multiplicadores de brutalidades, temos que tirar esses excessos e abusos que não podem fazer parte da mentalidade policial, quebrar este paradigma de incluir na formação de pessoas o desprezo, desmoralização, desvalorização e a humilhação.
 Não precisamos aprender a ser submissos e obedientes, isso já sabemos, eu pelo menos vejo isto a 20 anos, pois fizemos curso de soldado, cabo.... como ensinar a ser lideres se somos somente liderados, como solicitar coerência e racionalidade dos atos se somente cumprimos sem questionar, onde fica o censo critico e construtivo do ensino, onde fica o processo orgânico, cognitivo, social e transdisciplinar da formação
Devemos retornar ao comando de grupos, frações e pelotões disseminando a má formação que recebemos ?
Descumprimento de leis, regras direitos prerrogativas que naturalmente viram praticas rotineiras e de trato comum e são incorporadas no dia a dia e usadas como normal do processo de formação.  
Existe a concepção errônea de que alunos em formação devem ser somente submissos, não possuidores de senso crítico e desprovido de qualquer conhecimento anterior aquela realidade que estão vivendo, em um mundo que existe somente monólogos e que ditados valem mais que leis, regras, direitos se quebram com uma simples frase “CURSO É CURSO”.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Curso Técnico em Segurança Pública - Materiais

Na fase de planejamento do inicio do CTSP preparei minha lista de materiais (enxoval) que seriam necessários para o decorrer curso, conforme as demanda surgia a lista aumentava.


- Fardamento de educação física de Sgt com lista (bermuda,abrigo completo, camiseta branca com brasão centauro);
- Dois fardamentos 4º Operacional Manga curta e manga longa com insígnias do CTSP, sem nenhum outro tipo de emblema, insígnia ou distinção coladas;
- Fardamento 3º (Passeio) completo, túnica, jaqueta tergal, camisa manga curta, camisa manga longa com insígnias do CTSP, quepe, boina cinza, gravata;
- Seis cabides
- Cinto preto de guarnição;
- Cinto verde com fivela dourada;
- Cobertura branca;
- Blusão com insígnias CTSP;
- Cadeado pequeno para armário com as respectivas chaves;
- Pasta preta para engraxar coturno;
- Pasta para lustrar coturno;
- Uma flanela;
- Três pares de meia branca e preta (sem desenho) e nem cano baixo;
- Um par de tênis de cor preta para corrida;
- Material de higiene pessoal (toalha, sabonete, xampu, escova de dentes, etc);
- Roupas intimas;
- Um par de chinelos de dedos pretos;
- Material para se barbear;
- Polidor de metais,
- Travesseiro, fronha e dois lençóis branco;
- Material para limpeza do armamento;
- Lanternas com as respectivas pilhas;
- Material de estudo (Caderno, lápis, borracha, canetas, etc);
- Pendrive;
- Ebolidor para aquecer água;
- Fita Adesiva larga

A lista sempre tende a aumentar pois devido ao grande numero de horas dedicados ao curso precisamos de mais alguns itens, pois não contamos com a estrutura de nossa casa ou de nossa unidade onde já nos adaptamos a algum tempo e também porque não temos horário para sair e conseguir os materiais que faltarem.  

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Matricula CTSP 2011 - Antiguidade - Analise planejamento e Organização


EsBo – 2011
QPM - 1




Depois de muito planejar e dimensionar as exatas necessidades que o CTSP iria me exigir, resolvi aceitar a convocação pois já tinha preparado meu circulo familiar e minha situação financeira para o desgaste que um curso militar ocasiona. Depois de passar pela bateria de exames e o Teste de Aptidão Física, efetuei minha apresentação dia 03 de Novembro 2011.
A principio a realidade encontrada não muda muito do que se vê em muitas unidades militares no Rio Grande do Sul, uma estrutura gigante sem uma manutenção permanente, instalações em deterioração.
Nossos problemas de GESTÃO aparecem em cada projeto e tarefa de grande porte que é executado dentro da BM, vemos bem onde fica toda aquela linha de planejamento e execução que todo bom projeto exige, fica bloqueado na hierarquia de poder em que é organizada a BM, quem decide não é quem lidera o projeto, o poder de decisão fica fora do universo que envolve qualquer tipo de projeto ou tarefa a ser executada, quem decide não sabe e não quer saber o que tecnicamente precisa para concluir qualquer missão ou tarefa, a comunicação vertical e o feedback são inexistes.
A Escola de Bombeiros da BM esta com mais de 150 alunos e com uma estrutura física que visivelmente poderia abrigar bem mais efetivo, mas as condições das instalações estão muito ruins e até para o que estão lá alojados não são suficientemente adequadas, o CTSP já tinha um edital e todo um cronograma divulgado desde 19 de julho de 2011, sendo assim tiveram mais de três meses para colocar em condições as instalações para o efetivo que iria freqüentar o curso, sem contar o tempo de planejamento e coleta de informações necessárias para a execução.
Quando iniciou o CTSP faziam dois dias que a Escola de Bombeiros, um dos locais de realização do curso, tinha recebido o efetivo da administração e coordenação do curso, não tiveram tempo para um planejamento de distribuição e localização do corpo de alunos (alojamento, sala de aulas, banheiros), sem contar a estrutura mínima de higiene e segurança das instalações que são necessária para o grande efetivo alocado na escola.
Iniciei o curso e fiquei em estado de observação, expectativa e absorção todos procedimentos e ações tomadas na execução e condução de um dos fatores que falo ser o mais importante do gerenciamento dentro da BM, os RECURSOS HUMANOS.
Seguindo na linha de pensamento de efetividade e agilidade no gerenciamento provavelmente podemos adaptar hábitos a forma de proceder ou mesmo, acrescentar graus de complexidade típico de metodologias ágeis se sua rotina exigir mais gerenciamento, nos próximos post irei abordar o decorrer do CTSP/2011 e as metodologias utilizadas no ensinamento da BM.




terça-feira, 8 de novembro de 2011

Plano de Carreira dos Praças da BM/RS



Analisando a realidade em que me encontrei por duas oportunidades, me fez expor meu próprio planejamento para ascensão na carreira militar. O plano de carreira na Brigada Militar do Rio Grande do Sul nunca foi voltado aos servidores militares e nunca vislumbrou a realidade em que se encontra a profissão de Policial Militar no Estado. Tenho 19 anos de serviço público e iniciei a carreira como soldado, na primeira oportunidade depois de dois anos, prestei concurso interno e freqüentei um curso de formação para graduação de cabo. Dentro de uma má organização da corporação sendo feitos remendos na carreira fui depois de nove anos, promovido a terceiro sargento. Segundo uma lei elaborada para plano de carreira a promoção a segundo sargento depende da conclusão de um Curso Técnico de Segurança Pública (CTSP), no qual são chamados para participar os terceiros sargentos mais antigos no cargo, por antiguidade e por duas vezes fui chamado para participar do CTSP e para prever o que poderia acontecer efetuei uma planilha de custos para este curso, do qual não foi nem um pouco favorável a mim. Vou iniciar pela situação que me encontrava no momento da convocação para o curso. Hoje o Quadro Organizacional da Brigada Militar por falta de planejamento é totalmente desprovido dos recursos humanos previstos, a maioria dos terceiro sargentos estão em situação de acumulo de função e com isto recebendo proventos com adicionais de graduação superior. Outra situação são as vantagens que os servidores perdem durante a duração do CTSP onde é vedado legalmente o recebimento de pagamentos por serviços extraordinários (horas extras) assim como vale refeição, isso tudo já faz parte do salário recebido pelos servidores e esta no orçamento mensal de todas as famílias Brigadianas. Somando tudo o que  eu deixaria de receber como vantagens e atribuindo valores, para situação de estar longe da família e também gastos com deslocamentos, materiais didáticos, uniformes e equipamentos necessários para o curso (que não são pagos pelo estado), eu certamente não estava preparado financeiramente para enfrentar oito meses fora de casa com viagens semanais e com um custo para mim de aproximado de 15 mil reais para receber uma promoção. Lembrando também da dedicação exclusiva que o curso solicita e com carga horária semanal de mais de 60h, não poderia concluir durante dois semestres meu curso superior que está em andamento. A realidade dos militares do Rio Grande do sul é de orçamentos apertados e situações financeiras justas e quase sempre não podemos fazer intervenções radicais nos gastos de nossas famílias, entre outras coisas também temos que analisar quando essa ascensão na carreira vai nos retornar vantagens financeiras, porque é nisso que pensamos na hora de um plano de carreira, evoluirmos profissionalmente e financeiramente. Tenho trinta anos para servir como funcionário público para minha aposentadoria, segundo o Estatuto dos Servidores Militares do RS, sendo que me resta nove anos de efetivo serviço. Neste ponto foi onde mais analisei na hora de recusar a convocação que recebi em 2009, pois em qualquer investimento temos que pensar quando vamos receber retorno, e no meu caso eu somente iria conseguir começar a receber de volta o investimento quatro anos depois de aposentado e juntando mais nove que me faltam para reserva são treze anos para começar a receber os lucros do investimento. Tomando como base e exemplo um investimento que todos conhecem que é a poupança, nela ao investir 15mil reais por 13 anos teria um montante aproximado de R$ 50.000,00 e não precisaria ficar oito meses me privando de várias coisas. Cursos de aprimoramento da carreira deveriam ser melhores avaliados para deixarem de ser utilizados como manobra dos recursos humanos para ganhos político e passarem a ser um motivador profissional e incentivador da carreira Policial.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Proposta de Reajuste


Governo do Estado do Rio Grande do Sul faz uma proposta de reajuste tentando dividir a categoria com percentuais diferentes para soldados, sargentos e tenentes, eles já conseguiram dividir os Militares com índices diferenciados para Oficiais e Praças, mas essa é a hora de mostrar o que representa a desconsideração de toda uma categoria de Policiais. A Abamf e Asstbm rejeitaram a proposta que terá que ser reformulada com muito mais consideração. Precisamos mostrar também que não adianta negociar primeiro com os que ganham menos, jogar as migalhas, contar vitória dizendo que não tem dinheiro em caixa e depois negociar com as categorias que ganham mais e oferecer índices de reajustes maiores e com maior impacto no caixa do Estado "Aumento igual para todos ou ZERO"

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eficiência e Motivação - Novo sistema de ensino da PM de SP

Exemplos bons em excelência na administração devem sempre ser seguidos, pois motivam e impulsionam a máquina pública. Nossos homens da segurança esperam a muito tempo que os administradores aqui do Rio Grande do Sul, tenham ideias que resultem em qualificação e desenvolvimento do recurso humano que é administrado por Governos de pouca visão. Governo que vê na qualificação, não só uma massa de manobra para eventos ocasionais e faltas de efetivo em locais específicos, e sim uma possibilidade de unificação das politicas de educação vigentes em seu país com os processos de qualificação internos das corporações, como exemplo a Policia Militar de seu Estado. Está com isto valorizando o quadro interno de servidores e também valorizando e qualificando o serviço que vai ser prestado a população. Exemplos a serem seguidos por todos , são estes que o Governo de São Paulo fez para a Policia Militar de seu Estado.

CURSO                                                                                       EQUIVALÊNCIA

Curso de Soldado PM                                                                
Técnico em Policia Ostensiva e                                                     Curso Técnico
preservação da Ordem Pública

Curso de Sargento PM
Tecnólogo em Policia Ostensiva e                                                 Superior Tecnólogo
preservação da Ordem Pública

Formação de Oficiais pela Academia
farão jus à Graduação de Bacharel em                                          Bacharelado
Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública

Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO)
Mestre em Ciências Policiais de Segurança e                                Mestrado
Ordem Pública

Curso Superior de Polícia (CSP) 
Doutor em Ciências Policiais de                                                   Doutorado
Segurança e Ordem Pública